segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Contribuições da obra "Seis Graus" de Mark Lynas para a Educação Ambiental Crítica

Autor: Dr. Bread Soares Estevam

RESUMO (Argumento Central)

O artigo analisa as contribuições e os limites da obra "Seis Graus" de Mark Lynas para a Educação Ambiental Crítica (EAC). Reconhece a força didática da obra na popularização da ciência do clima, mas a submete a uma crítica estrutural, questionando a ênfase na ação individual e a despolitização da crise climática. A EAC propõe utilizar a obra como tema gerador para aprofundar a crítica, transformando a informação científica em consciência política e promovendo a luta pela Justiça Climática e a superação das causas estruturais da crise.

1. INTRODUÇÃO: A CIÊNCIA DO CLIMA E O DESAFIO PEDAGÓGICO

  • Obra: "Seis Graus" traduz relatórios científicos em cenários acessíveis (grau a grau).

  • Crítica da EAC: A crise climática é uma manifestação da crise estrutural do modo de produção capitalista, e não apenas um problema técnico ou de comportamento individual.

  • Objetivo: Analisar como a EAC pode utilizar a obra, submetendo-a a uma crítica estrutural, para promover a Justiça Climática.

2. A FORÇA DIDÁTICA E OS LIMITES DA OBRA "SEIS GRAUS" NA EAC

  • 2.1. A Ciência do Clima como Tema Gerador:

    • A descrição dos cenários serve como Tema Gerador freireano para a investigação interdisciplinar e a práxis.

    • A EAC deve levar à descodificação da causa, questionando quem e o quê produz a crise.

  • 2.2. A Crítica à Despolitização e à Ação Individual:

    • A EAC critica a ênfase na ação individual por obscurecer as causas estruturais (grandes corporações e sistema de acumulação) e promover a culpa individual.

    • A EAC exige mudanças sistêmicas e políticas públicas radicais.

3. DA CONSCIENTIZAÇÃO CIENTÍFICA À PRÁXIS PELA JUSTIÇA CLIMÁTICA

  • 3.1. A Injustiça Climática como Foco da Práxis:

    • A EAC utiliza a ótica da Justiça Climática (os mais pobres são os mais afetados, mas menos responsáveis).

    • Prática Pedagógica: Mapear a vulnerabilidade e analisar a responsabilidade histórica (dívida ecológica) para desvelar a Injustiça Socioambiental.

  • 3.2. A Ação Coletiva e a Superação do Fatalismo:

    • A EAC deve ser uma Pedagogia da Esperança (Freire), transformando o medo em ação política.

    • Práxis: Ação Coletiva (movimentos sociais, pressão por políticas) e luta por Tecnologias Sociais Sustentáveis (TSS).

4. CONCLUSÃO

  • A obra de Lynas é um recurso valioso, mas a EAC deve submetê-la a uma crítica estrutural.

  • A contribuição da EAC é transformar a informação científica em consciência política e ação coletiva, lutando pela Justiça Climática e pela superação das causas estruturais da crise.

Acesse o texto completo no link a seguir: Texto Completo


*Mestre e Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental (Área: Educação; Grande Área: Ciências Humanas) da Universidade Federal do Rio Grande; Especialista em Educação Ambiental; Licenciado em Pedagogia; Bacharel e Licenciado em História; Tecnólogo em Educação Social; Estudante do curso de Especialização Latu Sensu em Educação Especial e Inclusiva na Uninter | Historiador com registro profissional no Ministério da Economia; Pedagogo com inscrição no Conselho Federal de Educadores e Pedagogos; Pesquisador de temáticas transversais relacionadas à Educação Ambiental (Área: Educação; Grande Área: Ciências Humanas).

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