AUTOR: Dr. Bread Soares Estevam
Resumo
O artigo analisa as contribuições da Educação Ambiental Crítica (EAC) como referencial teórico-metodológico para compreender o Estado brasileiro e suas políticas sociais.
A partir de uma leitura crítica, fundamentada em autores como Loureiro, Layrargues, Leff e Freire, e dialogando com a obra Estado e Políticas Sociais no Brasil (Mallmann, Balestrin e Silva, 2017), o estudo demonstra que a EAC permite desvelar as contradições do Estado capitalista e seus limites na promoção da justiça ambiental e da igualdade social.
Palavras-chave: Educação Ambiental Crítica; Estado Brasileiro; Políticas Sociais; Justiça Ambiental; Ecologia Política.
1. Introdução
Apresenta o contexto da crise contemporânea e a necessidade de abordagens interdisciplinares para compreender o Estado e as políticas sociais.
Defende que a Educação Ambiental Crítica amplia essa análise ao integrar as dimensões social, econômica e ambiental, criticando o “neoliberalismo ambiental” e suas contradições.
2. A Educação Ambiental Crítica como Crítica ao Capital
A EAC se constitui como uma crítica radical à lógica capitalista, articulando-se à ecologia política.
Argumenta que o Estado, sob o capitalismo, tende a reproduzir desigualdades e injustiças ambientais.
A EAC propõe a construção de uma nova ética global sustentável, pautada na igualdade e na solidariedade.
“A sociedade capitalista não pode estender e generalizar sua forma de vida predatória, exploradora e opressora...” (ESTEVAM, 2023).
3. O Estado e as Políticas Sociais sob a Lente da EAC
Com base em Mallmann,
Balestrin e Silva (2017),
o artigo discute o papel do Estado na economia e nas políticas
sociais.
A EAC
e a Ecologia Política
são empregadas para questionar se as políticas públicas realmente
promovem justiça social e ambiental ou se perpetuam desigualdades.
O
texto inclui um quadro
comparativo com
diferentes perspectivas de análise (histórica, política e
ambiental), mostrando a contribuição da EAC para integrar a
dimensão ecológica às políticas sociais.
4. A Articulação Contra-Hegemônica: EAC, Ecologia Política e Justiça Ambiental
Apresenta a aliança entre Educação
Ambiental Crítica,
Ecologia Política
e Justiça Ambiental
como eixo teórico de resistência ao modelo neoliberal.
Discute
como as políticas sociais podem reproduzir injustiças ambientais
quando implementadas sem considerar os impactos sobre comunidades
vulneráveis.
Defende que o Estado deve ser compreendido como
responsável pela
totalidade da vida,
superando a separação entre o social e o ambiental.
5. Conclusão
A EAC é apresentada como um instrumento indispensável para repensar o papel do Estado e suas políticas. Ela:
Desnaturaliza as desigualdades socioambientais;
Questiona a eficácia das políticas sociais sob o prisma da justiça ambiental;
Propõe um novo paradigma político e ético, voltado à sustentabilidade integral e à transformação social.
O artigo conclui que a Educação Ambiental Crítica, articulada à Ecologia Política e à Justiça Ambiental, constitui uma base teórica contra-hegemônica para a construção de um Estado ético e socialmente sustentável.
Síntese Final
O esboço mostra que o artigo propõe uma leitura crítica e socioambiental do Estado brasileiro, utilizando a Educação Ambiental Crítica como lente teórica para questionar a lógica capitalista e repensar as políticas sociais.
A EAC, em diálogo com a Ecologia Política e a Justiça Ambiental, redefine o papel do Estado como mediador ético e ambiental, comprometido com a emancipação humana e a sustentabilidade social.
Acesse o texto completo no link a seguir: Texto Completo
*Mestre e Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental (Área: Educação; Grande Área: Ciências Humanas) da Universidade Federal do Rio Grande; Especialista em Educação Ambiental; Licenciado em Pedagogia; Bacharel e Licenciado em História; Tecnólogo em Educação Social; Estudante do curso de Especialização Latu Sensu em Educação Especial e Inclusiva na Uninter | Historiador com registro profissional no Ministério da Economia; Pedagogo com inscrição no Conselho Federal de Educadores e Pedagogos; Pesquisador de temáticas transversais relacionadas à Educação Ambiental (Área: Educação; Grande Área: Ciências Humanas).
Nenhum comentário:
Postar um comentário