AUTOR: Dr. Bread Soares Estevam*
RESUMO
Exploração das dimensões sociais e ambientais da educação sob a ótica da Educação Ambiental Crítica (EAC).
Fundamentação da EAC em abordagem que transcende o conservacionismo, desvelando raízes socioeconômicas e políticas dos problemas ambientais.
Abordagem dos principais conceitos e autores da EAC: Paulo Freire, Enrique Leff, Carlos Frederico B. Loureiro e Mauro Guimarães.
Argumento central: a educação deve integrar questões sociais e ambientais para ser libertadora e eficaz na construção de sociedades justas e equilibradas.
PALAVRAS-CHAVE
Educação Ambiental Crítica; dimensões sociais da educação; dimensões ambientais da educação; sustentabilidade; transformação social.
1. INTRODUÇÃO
A educação como processo de formação humana intrinsecamente ligado às dimensões sociais e ambientais.
O cenário contemporâneo de crises socioambientais e a necessidade de repensar o papel da educação.
A emergência da Educação Ambiental Crítica (EAC) como vertente pedagógica fundamental.
Diferença da EAC de abordagens informativas/comportamentais: análise das causas estruturais dos problemas ambientais (desigualdades sociais, modelos de produção/consumo, relações de poder).
Objetivo do artigo: explorar as dimensões sociais e ambientais da educação sob a ótica da EAC.
Revisão de conceitos e contribuições de autores fundamentais (Freire, Leff, Loureiro, Guimarães).
Demonstração de como a EAC capacita sujeitos a questionarem, refletirem criticamente e atuarem na transformação de suas realidades.
2. EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA: CONCEITOS E AUTORES
Distinção da EAC por sua inserção sociopolítica e transformadora.
Contextualização das questões ecológicas dentro de um sistema de relações sociais, econômicas e culturais.
Desnaturalização dos problemas ambientais como construções sociais e políticas.
2.1. Paulo Freire e a Pedagogia Libertadora
Influência da Pedagogia do Oprimido [1] na EAC.
Educação problematizadora, reflexão crítica e ação transformadora.
Compreensão das questões ambientais a partir das experiências concretas dos sujeitos.
Conceitos freirianos na EAC: conscientização, dialogicidade, práxis.
2.2. Enrique Leff e a Epistemologia Ambiental
Construção de uma epistemologia ambiental [2] e questionamento de paradigmas científicos dominantes.
Crise ambiental como crise de civilização e a necessidade de nova racionalidade ambiental.
EAC e a promoção da transdisciplinaridade, diálogo de saberes e valorização de culturas locais.
A dimensão ambiental como campo de construção de novos sentidos e valores.
2.3. Carlos Frederico B. Loureiro e a Questão da Sustentabilidade
Contribuição para a EAC ao aprofundar a questão da sustentabilidade [3] sob perspectiva crítica.
Sustentabilidade como projeto ético-político: superação de desigualdades sociais, democratização do poder, novas relações com a natureza.
EAC e a desmistificação do desenvolvimento sustentável, revelando contradições e potencialidades.
Formação de cidadãos para lutar por uma sociedade verdadeiramente sustentável.
2.4. Mauro Guimarães e a Dimensão Ambiental na Educação
Reflexões sobre a dimensão ambiental na educação [4].
Necessidade de integrar a questão ambiental em todos os níveis de ensino como eixo transversal.
Formação de sujeitos críticos e transformadores, capazes de compreender a complexidade das relações socioambientais.
Operacionalização da EAC no contexto escolar, superando abordagens fragmentadas.
Síntese: EAC como referencial robusto para a compreensão das dimensões sociais e ambientais da educação, propondo caminhos para uma educação libertadora, transformadora e ecologicamente consciente.
3. CONCLUSÃO
Indissociabilidade das dimensões sociais e ambientais da educação.
A EAC como lente poderosa para compreender e intervir na realidade.
Proposta de uma educação libertadora, transformadora e ecologicamente responsável, inspirada nos autores da EAC.
Importância da reflexão crítica, dialogicidade, transdisciplinaridade e valorização dos saberes locais.
Convite a questionar modelos hegemônicos de desenvolvimento e integrar a questão ambiental como eixo central.
Formação de sujeitos engajados na construção de sociedades justas, equitativas e em harmonia com o ambiente.
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